QUAL A MELHOR MANEIRA DE SEGUIR UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL?

Saúde

Em primeira instância, é notável que atualmente a percepção do que é uma alimentação saudável é bastante diversificada entre os indivíduos.Nesse âmbito, o exemplo que mais gosto de utilizar é sobre aqueles que pensam que uma alimentação saudável remete-se ao não consumo de laticínios (leite de vaca e seus derivados) e/ou alimentos fontes de glúten. Não vou me aprofundar em relação a tais temas pois a discussão é longa, mas no caso do glúten, a retirada apenas é justificável se o paciente já possui o diagnóstico de doença celíaca ou sensibilidade ao glúten não celíaca.

E no caso dos leites e derivados?

No caso do leite e seus derivados, apenas deverá ser retirado quando o paciente também apresentar o diagnóstico de intolerância a lactose e/ou alergia a proteína do leite, sendo que em algumas ocasiões a qualidade do leite consumido também pode ser o fator responsável pelos sintomas (preferência pelo leite pasteurizado da fazenda, com o mínimo de processamento possível).

Vale lembrar que nesses casos, o diagnóstico apenas deve ser realizado por um médico, sendo que a retirada de tais alimentos antes desse processo, poderá atrapalhar no diagnóstico.

Além disso, percebo que na maioria das vezes, essas “trocas” ou “restrições” não são pensadas da maneira que deveriam ou são realizadas sem nenhum tipo de embasamento teórico ou científico (alegações sem respaldo científico adequado), o que pode levar a prejuízos nutricionais e de saúde.

Como o próprio nome já diz, uma alimentação saudável refere-se ao consumo de alimentos ou grupos alimentares que contenham bons atributos nutricionais, bem como aqueles que possam oferecer benefícios adicionais a saúde, principalmente em relação a prevenção de doenças.

Por isso, é importante sempre que possível, utilizarmos em nossa alimentação diferentes grupos alimentares e alimentos, principalmente aqueles inseridos em grupos como os das frutas, verduras, legumes, laticínios, grãos e cereais integrais (ex. aveia, farelo de trigo, linhaça), oleaginosas (ex. nozes, castanhas), leguminosas, peixes (ex. sardinha, tilápia, atum), carnes magras (ex. lombo, patinho, alcatra, frango), entre outros.

Dessa forma, estaremos tirando proveito de todos os benefícios e da qualidade nutricional de cada alimento ou grupo alimentar tem a nos oferecer. Isso não significa que outros alimentos que não sejam considerados saudáveis devam ser excluídos permanentemente da nossa vida, mas que devem ser consumidos de modo mais esporádico e em quantidades controladas.

Outra dica importante remete-se ao modo de preparo e tempero dos alimentos, sendo sempre recomendado evitar o uso excessivo de óleo, sal e outros temperos que sejam ricos em sódio (normalmente temperos prontos) e que a preferência seja pelo uso de temperos naturais, como alho, cebola, salsinha, curcumina (açafrão), curry, coentro, pimenta-do-reino, entre diversas outras ervas e especiarias.

Portanto, o segredo de uma alimentação saudável está na variedade, qualidade e quantidade dos alimentos utilizados, ou seja, está em nossas escolhas e a forma que as utilizamos. Devo lembrar também da importância de entendermos o contexto individual de cada indivíduo para saber quais condutas relacionadas a alimentação são as mais indicadas, já que determinadas doenças ou hábitos de vida podem influenciar em nossas escolhas.

E por último e não menos importante, BOM SENSO sempre!    


Informações obtidas pelo nutricionista Hugo Comparotto, CRN-3: 32289